Gestão da Inovação Tecnológica
Fundamentos e Práticas
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Destruição Criativa: Introdução de: - Novos bens - Novos métodos de produção - Abertura de novos mercados - Novas fontes de matéria-prima - Reorganização industrial
“Motor da destruição criativa”
Fundamentos - Schumpeter: Destruição criativa - Freeman (1987): Sistemas nacionais - Lundvall (1992): Sistemas de inovação
Paradigmas Contemporâneos - Inovação Aberta (Chesbrough, 2003) - Capacidades Dinâmicas (Teece, 2007) - Ecossistemas (Adner, 2006)
Natureza Multidisciplinar - Teorias organizacionais - Economia da inovação - Gestão estratégica
Cenário Contemporâneo - Intensa volatilidade - Rápida transformação digital - Conhecimento como vantagem competitiva
Requisitos Gerenciais - Mecanismos robustos - Processos sistemáticos - Governança estruturada
Diretrizes para formalizar: - Governança - Atividades inovativas - Mensuração de resultados - Otimização de ROI
Objetivo: Transformar esforços em processos sustentáveis

Análise do Ambiente - Partes interessadas - Contexto interno e externo - Escopo do SGI
Princípio 2: Líderes focados no futuro - Inspirar e engajar equipes - Equilibrar curto e longo prazo - Investimento no futuro
Alinhamento Estratégico - Visão de inovação - Objetivos estratégicos - Política de inovação
Evolução dos Modelos - 1ª Geração: Linear (Rothwell, 1994) - 3ª Geração: Sistêmico - Atual: Inovação Aberta
“Construir modelo de negócio superior é mais importante que chegar primeiro ao mercado”
Paradigma da Inovação Aberta - Transcende P&D interna - Valoriza conhecimento externo - Explora PI estrategicamente - Colaboração interorganizacional
Impacto na Direção Estratégica - Redefine limites da organização - Amplia fontes de conhecimento - Diversifica rotas de mercado
Capacidade Absortiva (Cohen & Levinthal, 1990)
Habilidade de: - Reconhecer valor da informação externa - Assimilar conhecimento - Aplicar comercialmente
Características - Path-dependent (cumulativa) - Construída ao longo do tempo - Essencial para spillovers
Geração de Inovações - Pesquisa básica e aplicada - Desenvolvimento experimental - Prototipagem - Novos produtos/processos
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Construção de Conhecimento - Estoque de conhecimento prévio - Base para absorção externa - Integração de spillovers - Exploração de insights (Princípio 5 ISO)
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Implicação Estratégica: Investimento em P&D não apenas como gerador direto de inovação, mas como capacitador da absorção e integração de conhecimento externo

Processo de Inovação - Geração de ideias - Avaliação e seleção - Desenvolvimento - Comercialização - Proteção de PI
Princípios Associados - Princípio 4: Cultura - Princípio 8: Abordagem de Sistemas
Recursos Necessários - Pessoas e competências - Infraestrutura - Conhecimento organizacional - Comunicação
Base para implementação efetiva do processo de inovação
Outside-In
Integração de conhecimento externo - Parcerias - Aquisição de tecnologia - Colaboração com universidades - Open sourcing
Inside-Out
Comercialização de PI - Spin-offs - Licenciamento - Venda de patentes - Transferência tecnológica
Coupled Process
Co-criação interorganizacional - Joint ventures - Alianças estratégicas - Consórcios de P&D - Ecossistemas
Alinhamento: Gestão sistemática do fluxo de conhecimento e PI (Cláusula 8 ISO 56002)
Hélice III: Interativa
Inovação como resultado de interdependências:
Universidade ↔︎️ Empresa ↔︎️ Governo
Interdependências sistêmicas e co-evolução
Características - Superposição de funções - Hibridização institucional - Redes trilaterais
Lei nº 10.973/2004 (alterada pela Lei nº 13.243/2016)
Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs)
Funções como Boundary Spanners: - Interface universidade-empresa - Tradução de resultados científicos - Gestão de ativos estratégicos - Mediação de assimetrias
Processo Inside-Out na prática
Boundary Spanners - Conectam ambientes distintos - Mediam assimetrias cognitivas - Traduzem linguagens - Gerenciam expectativas temporais
Desafios de Mediação - Assimetria cognitiva: lógica científica vs. comercial - Assimetria temporal: horizontes de pesquisa vs. mercado - Valoração de tecnologias em estágios iniciais - Proteção intelectual vs. publicação
Os NITs executam: - Gestão de PI - Transferência de tecnologia - Negociação de contratos - Criação de spin-offs - Cultura de inovação
Resultado: Tradução de resultados científicos em ativos estratégicos

Princípio 6: Gerenciamento da Incerteza - Monitoramento contínuo - Análise crítica - Avaliação de riscos - Aprendizado sistemático
Princípio 1: Realização de Valor - Criação de valor para stakeholders - Equilíbrio de interesses - Sustentabilidade
Não-conformidades - Ações corretivas - Análise de causas-raiz
Melhoria Contínua - Aprendizado organizacional - Adaptação estratégica - Evolução do SGI
Ciclo PDCA aplicado à inovação
Atividades de Inovação (além de P&D):
Visão sistêmica alinhada à ISO 56002
Tipos de Indicadores
Input - Gastos em P&D - Investimento em PI - Capital humano
Output - Patentes - Publicações - Licenciamentos
Processo - Tempo de desenvolvimento - Taxa de sucesso
Características - Integrados - Intensivos em coordenação - Tecnologias centrais - Alto acoplamento
Dinâmica - Desafios reforçam incumbentes - Barreiras à entrada elevadas - Controle da cadeia de valor
Características - Modulares - Desagregáveis - Aplicativos e serviços - Baixo acoplamento
Dinâmica - Desafios abrem espaço para entrantes - Barreiras à entrada reduzidas - Inovação descentralizada
Implicação Estratégica: Monitorar e coordenar dependências tecnológicas no ecossistema, antecipando gargalos upstream e explorando oportunidades downstream
Gestão Eficaz Requer - Inovação interna - Monitoramento do ecossistema - Coordenação de dependências - Antecipação de gargalos - Exploração de oportunidades
Não basta inovar: é preciso orquestrar o ecossistema
Upstream (Componentes) - Investimento em capacidades - Controle de interfaces - Padrões tecnológicos
Downstream (Complementos) - Abertura e modularidade - Plataformas - Ecossistema de parceiros
Estrutura de interdependências determina estratégias
Dimensões Estratégicas - Gestão de Propriedade Intelectual - Valoração de ativos intangíveis - Negociação de parcerias - Transferência de tecnologia - Empreendedorismo acadêmico
Operacionalização: Agitte.se
Alinhados ao Manual de Oslo e ISO 56002
Input - Gastos em PI - Investimento em NITs
Output - Depósitos de patentes - Contratos de licenciamento - Spin-offs criadas
Processo - Tempo médio de licensing - Taxa de transferência
Exemplo de invenção desenvolvida na universidade que completou o ciclo de proteção e transferência:

Abordagem Sistemática - Transformação de conhecimento em valor - ISO 56002 como framework normativo - Integração de princípios
Componentes Integrados - Liderança - Cultura - Estratégia - Processo
Conceitos Acadêmicos - Capacidade Absortiva - Inovação Aberta - Ecossistemas de Inovação
Estrutura ISO 56002 - Esforços repetíveis - Resultados mensuráveis - Sustentabilidade
Sistematicidade = Vantagem Competitiva
Assimetrias Informacionais - Valoração de tecnologias em estágios iniciais - Technology Readiness Levels 2-4 - Dificuldade de precificação
Cultura Institucional - Proteção intelectual incipiente - Tensão publicação vs. patenteamento - Desconhecimento de mecanismos de transferência
Divergências Temporais - Pesquisa acadêmica: longo prazo - Expectativas empresariais: curto prazo - Assimetria de horizontes
Requer - Superação de barreiras culturais - Capacitação institucional - Alinhamento de incentivos - Investimento em estrutura
Contexto: Transição para economia do conhecimento
Equilíbrio entre - Exploração: Pesquisa científica, novos domínios - Explotação: Aplicação de conhecimentos existentes
Organizações precisam gerenciar simultaneamente ambas as dimensões
Harmonização - Excelência científica - Impacto socioeconômico - Sustentabilidade
Economia do Conhecimento - Inovação como vetor de desenvolvimento - Responsabilidade social - Sustentabilidade ambiental - Inclusão tecnológica
Objetivo Final: SGI como instrumento de desenvolvimento sustentável e competitividade na economia do conhecimento
ABNT NBR ISO 56002:2020. Sistema de gestão da inovação - Diretrizes. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2020.
ADNER, R.; KAPOOR, R. Value creation in innovation ecosystems: how the structure of technological interdependence affects firm performance in new technology generations. Strategic Management Journal, v. 31, n. 3, p. 306-333, 2010.
ALDRICH, H.; HERKER, D. Boundary spanning roles and organization structure. Academy of Management Review, v. 2, n. 2, p. 217-230, 1977.
CHESBROUGH, H. Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology. Harvard Business School Press, 2003.
COHEN, W. M.; LEVINTHAL, D. A. Absorptive Capacity: A New Perspective on Learning and Innovation. Administrative Science Quarterly, v. 35, n. 1, p. 128-152, 1990.
ETZKOWITZ, H.; LEYDESDORFF, L. The dynamics of innovation: from National Systems and “Mode 2” to a Triple Helix of university–industry–government relations. Research Policy, v. 29, n. 2, p. 109-123, 2000.
GASSMANN, O.; ENKEL, E. Towards a Theory of Open Innovation: Three Core Process Archetypes. R&D Management Conference, 2004.
OCDE/Eurostat. Manual de Oslo: Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação, 3ª edição. FINEP, 2005.
ROTHWELL, R. Towards the fifth-generation innovation process. International Marketing Review, v. 11, n. 1, p. 7-31, 1994.
SCHUMPETER, J. A. Capitalism, Socialism and Democracy. Harper & Brothers, 1942.
TEECE, D. J. Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of enterprise performance. Strategic Management Journal, v. 28, n. 13, p. 1319-1350, 2007.
WILLIAMSON, O. E. The Economic Institutions of Capitalism. Free Press, 1985.
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